Perfil da Super Heroína

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou um pontinho no meio do nada. Eu sou o grande conflito entre o céu e a terra. Eu sou o sim e o não. Sou todas as coisas cabíveis e imagináveis numa mente fértil. Alguém que se perdeu no espaço e veio parar na Terra para tentar salvar o planeta. Porém, cada dia que passa essa missão encontra-se mais difícil! u.u'

27 de jun de 2010

Coisas do dia a dia...

Estava parada. Com um pirulito na boca. Era dia. O sol absolutamente quente. Não aguentava mais esperar. Precisava fazer alguma coisa. Seus sapatos apertavam os pés. E só o que ela fazia era degustar seu pirulito. Encostada no muro, com as mãos no bolso da calça, cabelo na cara. E nada. Nada acontecia. Duas longas horas ali, e nada. Já havia se decidido, ela iria embora e para nunca mais. Ajeitou a mochila nas costas, e pôs-se a caminhar em direção ao ponto de ônibus. Até que o dito cujo aparece. Cínico. Idiota. Aparece como se nada tivesse acontecido. - Como vai? - perguntou ele com um sorriso de palhaço no rosto. - Eu? Vou indo pro ponto. - respondeu ela, puta da vida. - Mas já? Ah, não vai, eu estou aqui agora, não estou? - Já? Eu estou aqui há mais de duas horas, torrando nessa merda desse sol, esperando você, e você me aparece com esse jeito de panaca! Vai a merda! Eu tô indo embora! - Calma, lindinha, não estressa, eu trouxe o que você pediu. - Enfia no cu essa porra! Eu já tô de saco cheio de tudo que eu tenho que enfrentar por sua causa... - Certeza que você não vai querer o que eu trouxe. Ela inspira e expira pra ganhar tempo na sua resposta. - Me dá logo isso. - É desse jeito que você pede, gatinha? Tenho maior trampo de trazer pra você e é desse jeito que você me trata? Foi difícil de arranjar, sabia? Eu tive que enfrentar uma burocracia desgraçada com os caras, e o medo?! Nossa, você não tem idéia como foi difícil... - Vai me dá logo ou eu vou ter que te deixar falando sozinho? Ele coloca a mão no bolso traseiro da calça, e percebe que não há nada do que ele procura ali. Olha nos bolsos laterias, no bolso da camisa, até na cueca, e nada. Ela, impaciente, cruza os braços, olha pra cima e bate o pé no chão com movimentos frenéticos. Ele procura mais um pouco. Ela sai andando. - Calma, eu vou achar, espera aí. Ela vira, mostra o dedo do meio e vai embora.

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